Quem acompanha o Cajon sabe que eu adoro uma it-girl da terceira idade. Acho incrível quando uma senhora se destaca pelo estilo de se vestir – e mais: é reverenciada por isso (porque há até alguns anos essa faixa etária estava completamente esquecida por todos – mídia e comércio). Pois Iris Apfel é uma dessas que apesar dos seus 86 anos ainda inova e inspira outros com seu estilo próprio. Ela foi a musa da última Resort Collection de Jason Wu (aquele novo talento de New York que ficou mais conhecido depois que Michelle Obama usou um de seus vestidos), desfilada no dia 6 de junho em New York. Mas na verdade não é de hoje a redenção do mundo da moda ao encanto do estilo de Iris Apfel…
No último meio século Iris tem sido uma personalidade do mundo da moda e design de interior nos Estados Unidos. Ela o marido fundaram em meados dos anos 50 a ‘Old World Weavers’, uma empresa de tecidos de decoração que se tornou uma das mais prestigiadas do ramo, e autoridade em reprodução de padronagens antigas. Os clientes incluiram Greta Garbo e Estee Lauder, e eles fizeram projetos de restauração para a Casa Branca e o Museu Metropolitan em New York. Depois de três décadas eles venderam a tecelagem mas continuaram como consultores. Foram suas viagens pelo mundo à procura de tecidos históricos que resultou na coleção fashion de Iris.

A originalidade de Iris Apfel é misturar alta-costura com achados em mercados de pulgas – só que ela já fazia isso muito antes de ser considerado fashion! Entretanto, Iris vai além (sem medo de ser feliz!), fazendo combinações super extravagantes que misturam texturas, cores e estampas sem se preocupar com convenções estéticas, de que período ou de onde são as peças. Básico é uma palavra que não existe em seu dicionário. Para ela a moda tem que ser uma experiência divertida, então porquê usar apenas uma pulseira quando se pode colocar duas ou três no mesmo braço? De acordo com o seu ‘b a bá’ de estilo, um Dior pode viver alegremente sobreposto por um maxi-colar de uma feirinha mexicana. O objetivo é alcançar um resultado onde parece que as peças foram jogadas a esmo, mas que no entanto fica super chic (‘thrownaway chic’, como ela mesma chamou). Acima de tudo ela acredita que um estilo próprio está acima de tendências, ou seja, as peças não perdem o ‘valor’ após uma estação porque você sabe como combiná-las de forma diferente dentro do seu estilo (ela compra peças que ela gosta, e não porque estão na moda). Mas claro que para ter um guarda roupa extenso e rico como o dela ajuda ter o mesmo corpo desde os 12 anos!!
Em 2005 o Metropolitan em New York fez uma exposição sobre Iris, chamada ‘Rara Avis: Selections from the Iris Barrel Apfel Collection’. O MET montou looks inteiros, dos anos 50 até 2005, da forma como Mrs. Apfel os usou. A própria ajudou a adicionar os acessórios que são tão importantes no seu estilo. Ela diz que sem seus acessórios estaria perdida e prega que eles podem mudar inteiramente um look. Sua marca registrada é o óculos redondo gigante, com aro preto bem grosso. Logo depois da expo, ela foi tema de um livro de capa dura (daqueles bonitos para deixar na mesa de centro da sala!) chamado “A Rare Bird of Fashion” (livre tradução: “O Pássaro Raro da Moda”, mas ‘bird’ também pode ser uma brincadeira porque era como os homens se referiam a uma mulher bonita há décadas atrás). O livro se tornou uma bíblia para quem gosta de moda. Detalhe: Iris também está no Facebook! E quem não gostaria de ser amiga dela… afinal, poderíamos aprender muito com uma pessoa que viveu tanto e se destacou na moda.

Para quem quiser ver mais senhoras e senhores fashion, visite o blog Advanced Style, tipo um Sartorialist da terceira idade – o máximo!

Post: Ana Claudia Lopes, Blogueira do Cajon De Sastre.

Era o começo do século XX, se abria o debate cultural sobre o uso do corset e sua influência negativa na saúde das mulheres. Eram dias em que Isadora Duncan dançava descalça com uma túnica branca e Europa atravessava uma profunda revolução cultural que daria origem a um novo modelo de vida. Este era o mundo de Vionnet, e este ano vamos ouvir falar muito dela. Primeiro pela
Em 1912 Madeleine Vionnet abre seu primeiro atelier, que fecha por causa da guerra, para retornar em 1918.
Madeleine foi uma visionária e sempre lembrou de sua origem humilde. Teve que deixar a escola aos 12 anos, aprendeu corte e confecção trabalhou como costureira durante muitos anos antes de trabalhar em reputadas casa de moda das Soeurs Callot e Doucet.
No mesmo ano propõe outra grande inovação: o copyright para proteger os modelos de Alta Costura. Suas criações levavam uma etiqueta com sua assinatura e sua digital. Ela fotografava todas suas roupas na frente de dois espelhos junto à um número de série, ou em três ângulos diferentes, assim tinha álbuns organizadíssimos com todas as suas criações.
A contagem regressiva começou! Faltam exatamente 9 dias para o nosso desfile no Fashion Rio. A corrida contra o tempo parece cada vez mais apertada. Os últimos detalhes estão sendo definidos e a ansiedade para ver o resultado do trabalho que envolve tantas pessoas, durante quase 6 meses, é imensurável. 


A marca foi relançada como Hogg Couture e é a própria Pam que senta na máquina e costura tudo! A estilista apresentou macacões metálicos grudados no corpo – bem glam rock, fiel ao estilo que fazia antes! O desfile abriu com a ‘it’ girl inglesa do momento, Daisy Lowe, seguida por Alice Dellal. Na semana passada ela colocou mais lenha na fogueira ao abrir uma pop-up store (daquelas que só existem durante um tempo e desaparecem). A loja ficará aberta até 13 de junho e ocupa um espaço na Newburgh Street (paralela a Carnaby Street), a apenas algumas portas da original loja dos anos 80. Lá você encontra camisetas, pratos, canecas, posters, CDs autografados e itens da coleção de verão, assim como peças vintage.


